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Youtube sob fogo cruzado com o streaming crescendo quase 1 bilhão de dólares em 1 ano

Novos números divulgados ontem apontam os culpados pela perda de receita, dizem as gravadoras.


Os serviços de streaming de música geraram quase um bilhão de dólares a mais para selos e artistas em 2015 do que no ano anterior, mas as gravadoras dizem que o número deveria ter sido muito maior.

Novos números do mercado do IFPI divulgados hoje mostram que o valor de atacado da indústria da música (que é o dinheiro que efetivamente entra para artistas e gravadoras) aumentou 3,2% no ano passado, ligeiramente acima de US$ 15 bilhões.

A boa notícia para o negócio da música: Esse é o maior aumento no crescimento desde o longíncuo 1998, e o primeiro crescimento de qualquer tipo desde 2012, quando o mercado cresceu apenas 0,5%.

(Os números do IFPI para 2014 foram revistos ligeiramente devido aos constantes ajustes na moeda e no desempenho dos royalties. A contagem oficial global do ano passado agora está em US $ 14.5 bilhões).

Em todo o mundo em 2015, a música digital contribuiu com US $ 6,7 bilhões - ou 45% da soma total - e cresceu 10,2%.

O digital foi confortavelmente mais valioso do que físico, de acordo com a IFPI, que reivindicou 39% da renda total (aproximadamente US $ 5,9 bilhões).

Agora, vamos para o streaming.

Considerando ambos os serviços, financiado por publicidade (ad-funded) e premium, o streaming rendeu US $ 2,9 bilhões para os selos e artistas.

Isso representou um aumento de quase 1 bilhão de dólares nos US $ 2 bilhões de 2014.

O streaming representa 19% do total das receitas da indústria de música gravada no ano, concorrendo de perto com os downloads, que ficaram menores em 10,5% gerando US$ 3 bilhões.

(Se você considerar o Japão como uma anomalia no topo do mercado global e removê-lo destes números, então o streaming provavelmente vai ultrapassar o número de downloads em todo o mundo).

Aprofundemos ainda mais em streaming, e o maior pesadelo da indústria da música do momento vem à luz:

Serviços premium por assinatura como o Apple Music, Google Play Music, Tidal e Spotify contribuiram com US $ 2,0 bilhões do total anual de US $ 2,9 bilhões de todo o streaming.

O número total de pessoas que pagaram por um serviço de streaming premium em 2015 cresceu para 68 milhões - o que significa que essas pessoas gastaram uma média de US $ 42,65 cada em todo o ano.

Contraponha a isso o número de pessoas que utilizam serviços de música financiados por publicidade, um grupo que contava 900m, de acordo com estimativas da IFPI.

Estes serviços ad-funded contribuiram com US $ 634 milhões para o bolo total do ano passado - menos de um terço das receitas entregues pelos serviços premium.

A cifra de US $ 634milhões significa que essas 900 milhões de pessoas, em média, geraram 70 centavos de dólar cada uma para os selos e artistas em todo o período de 2015.

Por pessoa, isso é cerca de US $ 42 de diferença em relação aos serviços premium. E quando você está falando de centenas de milhões de pessoas, isso dói.

O IFPI não faz nenhuma questão de esconder para onde apontar o dedo.

O Chefe Executivo do IFPI Frances Moore disse: "Esta deveria ser uma grande notícia para os criadores de música, investidores e consumidores. Mas há uma boa razão para que as celebrações sejam silenciadas: simplesmente as receitas, que são vitais no financiamento de investimentos futuros, não estão retornando de maneira justa para os detentores de direitos.

"A mensagem é clara e vem de uma comunidade musical unida: A diferença de valor é o maior obstáculo ao crescimento das receitas para os artistas, gravadoras e todos os titulares de direitos musicais. Uma mudança é necessária - e é para os decisores políticos que o setor de música pede olhares para efetuar a mudança ".

Aí está novamente. O "déficit de valor": a distância entre o consumo em serviços como o YouTube - principalmente o YouTube, na verdade - e a quantidade de dinheiro que estão pagando.

Um porta-voz do YouTube disse ao MBW: "Até o momento, o Google já pagou mais de US $ 3 bilhões para a indústria da música - e esse número está crescendo significativamente de ano após ano.

Apenas cerca de 20% das pessoas está historicamente disposta a pagar por música. O YouTube está ajudando artistas e gravadoras a monetizarem os restantes 80% que não foram monetizados anteriormente. O mercado global de publicidade é de US $ 200 bilhões. Isso é uma tremenda oportunidade".

Fonte: musicbizworldwide.com

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